Dra. Fernanda Louise Martinho Haddad

19/03/2013

Na gestão 2012 da ABORL-CCF, a senhora era diretora secretária adjunta. Como foi esta transição de cargos na diretoria?
Dra. Fernanda Haddad: Em 2012, tive a oportunidade de participar das reuniões da diretoria executiva e assim foi possível acompanhar todo o andamento administrativo da nossa Associação. Isso foi fundamental para o planejamento do que seria necessário manter, executar e melhorar em 2013. Outro ponto relevante, foi termos conseguido organizar e planejar com tempo, o nosso maior evento anual que é o Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia. Assim, começamos 2013, com a programação científica e social praticamente finalizada, e com metas bem definidas a serem cumpridas ao longo deste ano. Além disso, a organização e as benfeitorias das diretorias anteriores facilitaram essa transição.

Quais são as responsabilidades da secretaria geral da ABORL-CCF?
São várias as atribuições da secretaria geral, desde a emissão de pareceres aos nossos associados, e revisão e assinatura de contratos até a participação na execução de metas pré-definidas tanto pela diretoria executiva como pelo Conselho Administrativo e Fiscal.

E quais serão os maiores desafios?
Os desafios para 2013 são: manter e melhorar a boa situação econômica da nossa Associação, aumentar o número de associados, atualizar e implementar novos programas de educação médica continuada, dentre outros. Enfim, aprimorar e inovar com qualidade, todos os setores da nossa Associação.
Considero como maiores desafios: a contratação de um novo diretor administrativo, a reestruturação do departamento de eventos, a execução da campanha de divulgação da nossa especialidade e a implementação do Comitê Conexão-Brasília, em busca de oportunidades no Governo Federal e do Comitê de Honorários Médicos.

Como a senhora espera contribuir com o desenvolvimento da Associação?
Espero poder auxiliar e ser pró-ativa na tomada de decisões e execução de todas as tarefas já citadas nesta entrevista. Para mim, foi uma honra poder participar da diretoria de uma associação tão bem estruturada e ao lado de colegas que tanto admiro. Em especial, agradeço ao Prof. Agrício Crespo, por ter confiado e me convidado para trabalhar junto com ele nessa empreitada e espero, sinceramente, corresponder à expectativa dele e de todos os nossos associados e funcionários.

No último ano, a ABORL-CCF bateu recorde no número de associados quites. Em 2013, a meta é continuar avançando, com um salto ainda maior de qualidade. Na sua avaliação, quais são os próximos passos para que esse crescimento seja alcançado?
Seguindo a filosofia do atual presidente, na qual a palavra de ordem é inovar com qualidade, atitude essa que já vem sendo realizada em diferentes áreas e que em breve os Otorrinolaringologistas tomarão conhecimento, fará com que a captação de novos associados seja uma consequência natural. Dentre os vários projetos a serem realizados com esse objetivo, podemos citar como exemplo a campanha para divulgação da nossa especialidade, que já passou pela fase de planejamento e está iniciando a fase de execução e a mudança do Boletim ABORL-CCF pela Revista Vox Otorrino, que apresenta uma diagramação diferenciada, temas atuais e de interesse geral e um número bem maior de páginas editoriais.

A senhora é especialista em Medicina do Sono e integra o corpo de médicos do Instituto do Sono. Qual tem sido a contribuição da ABORL-CCF com os avanços nessa área?
Participei e estive envolvida em muitos dos trabalhos realizados pelo departamento de Medicina do Sono da ABORL-CCF, desde o primeiro curso até a presente data, e posso dizer que a ABORL-CCF foi fundamental na implementação e na primeira certificação da área. As reuniões foram realizadas na nossa sede, muito bem representadas pelos Drs. Michel Cahali e Edilson Zancanella, e contaram com a participação de colegas indicados pelas outras associações envolvidas (Neurologia, Psiquiatria e Pneumologia). Foi uma tarefa árdua, mas foi possível se estabelecer um consenso entre essas quatro especialidades.
Além disso, o curso de polissonografia, oferecido pela ABORL-CCF, é multidisciplinar, de alto nível e vem se aperfeiçoando a cada ano. Eu considero a ABORL-CCF uma organização pró-ativa na realização das atividades em Medicina do Sono.

Conciliar as atividades em consultório médico, com as funções no Instituto do Sono e as responsabilidades na diretoria da ABORL-CCF não deve ser uma tarefa fácil... Como a senhora administra a carreira?
Costumo dizer que nada que acontece nas nossas vidas, acontece por acaso. A oportunidade de poder participar da nossa Associação foi um presente para mim. E como costumo criar prioridades na minha vida pessoal e profissional, neste ano, a prioridade será a diretoria da ABORL-CCF. Ao longo da vida, fiz muitos colegas de profissão e conto com o apoio deles para poder seguir nessa empreitada sem comprometer os outros papéis que desempenho e, desde já, os agradeço imensamente. Outro ponto, que talvez seja o mais importante, é que tenho uma família sólida e estruturada, que me serve de base, de apoio e de estímulo para seguir em frente profissionalmente e mantendo as multitarefas que executo no dia a dia. Desta forma, espero também poder corresponder às expectativas e o apoio do meu marido e das minhas filhas, que são os maiores amores da minha vida.

 

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