Dra. Wilma Terezinha Anselmo-Lima

21/11/2012

Quais foram as principais realizações e conquistas da Academia Brasileira de Rinologia ao longo de 2012?

WILMA ANSELMO: Em novembro de 2011, a diretoria se reuniu para estabelecer estratégias e diretrizes de ações a serem realizadas em 2012. No primeiro semestre desse ano, trabalhamos juntamente com a comissão da campanha "Respire Pelo Nariz e Viva Melhor", que aconteceu no mês de agosto. A comissão de trabalhos multicêntricos decidiu desenvolver um projeto extremamente interessante e de pesquisa básica: "Influência do polimorfismo de MyD88 e IL1-RL1 na Rinossinusite Crônica com Polipose Nasal" e organizou e escreveu o mesmo, encaminhou para aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e também para a agência de fomento Fapesp, para conseguirmos financiamento para sua realização. Acredito que até dezembro, daremos início ao projeto. Há dois meses, a comissão também está trabalhando e escrevendo outro projeto, este de cunho epidemiológico, sobre rinossinusite crônica no Brasil, que também tentaremos por em prática no início de 2013.

A comissão científica trabalhou na grade do Congresso Brasileiro a ser realizado em Recife e já tem pronta também a programação do próximo congresso, que será em São Paulo. Infelizmente, não conseguimos patrocínio para manter os cursos itinerantes, então optamos por ministrá-los na própria sede da nossa Associação, com um professor expert em assuntos específicos. Iniciamos o primeiro no dia 19 de outubro, com o Prof. Dr. Aldo Stamm, que durante o dia todo abordou temas interessantes sobre a sua experiência em Rinossinusite Crônica com e sem Polipose Nasal.

A comissão de comunicação vem trabalhando arduamente na reestruturação do nosso site e tem procurado atualizá-lo constantemente.

No dia 30 de junho, tivemos a oportunidade de fazer a segunda reunião da diretoria, para discutirmos as próximas ações, que foi bastante interessante e proveitosa. Houve participação ativa e compartilhada de todos os presentes nas tomadas de decisões. Todos esses acontecimentos, inclusive as atas das reuniões, estão à disposição dos associados no nosso site (http://www.rinologia.org.br/).

Que balanço a senhora faz da 3ª edição da campanha "Respire Pelo Nariz e Viva Melhor", que promoveu ações simultâneas em dez cidades brasileiras?

WA: Foi gratificante acompanhar a realização da mesma, pois o público compareceu, teve a oportunidade de aprender, conhecer e esclarecer dúvidas. A estratégia neste ano de realizar o teste do olfato foi interessante. Vamos contabilizar as respostas e analisá-las. Já fizemos um balanço positivo: temos todos os relatórios dos grupos que participaram. Pretendemos discutir pontos positivos e negativos agora na assembleia em Recife, para aprimorarmos a edição de 2013. Vale a pena ressaltar a presença dos alunos de graduação pertencentes às ligas de Otorrino das cidades de S. José do Rio Preto e de Goiânia, um exemplo a ser seguido.

O que podemos adiantar sobre a "Respire Pelo Nariz e Viva Melhor" em 2013?

WA: Já temos a data. Ela acontecerá nos dias 14 e 15 de junho de 2013. Pretendemos fixar sempre a segunda semana de junho do ano. Vamos trabalhar para que mais serviços de Otorrinolaringologia participem!

Qual é o foco da grade curricular de Rinologia no 42º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial? Quais tendências em tratamento serão apresentadas?


WA: Nosso convidado internacional, Prof. Dr. Noam Cohem, deverá apresentar novidades no campo da pesquisa, em relação aos avanços científicos na fisiopatologia das rinossinusites crônicas: papel da genética e dos biofilmes e novas estratégias para o uso de terapias tópicas. Além disso, vamos discutir diferentes técnicas no tratamento cirúrgico de tumores nasais e dicas para cirurgias revisionais. Vamos trocar experiências nas diferentes abordagens de pacientes com doenças do nariz e seios paranasais, discutindo casos clínicos nas mesas redondas.

No mês de outubro, foi lançado o curso "Aula com o Professor", que tem a proposta de aprofundar um tema durante um dia inteiro de palestra com um especialista. Como foi a recepção do público à iniciativa?

WA: Foi além das nossas expectativas. Quem esteve lá gostou, aprovou e deixou por escrito sugestões para os próximos!

Existe uma programação para os próximos eventos? Quem serão os convidados?

WA: Já temos datas reservadas (09/03, 22/06 e 14/09) e divulgaremos os nomes dos convidados até o final do ano no nosso site. A Academia Brasileira de Rinologia já tem confirmadas as presenças de dois convidados internacionais para o próximo Congresso Brasileiro, em São Paulo: Prof. Dr. Martin Desrosiers, do Canadá, e Prof. Dr. Manoel Bernal-Sprekelsen, da Espanha.

Quais os projetos de cursos itinerantes de Rinologia para o próximo ano?

WA:
Nosso interesse é conseguir apoio financeiro dos laboratórios e já estamos trabalhando para a realização de, no mínimo, 10 cursos itinerantes no ano de 2013. Pretendemos focar em temas sugeridos pelas próprias cidades participantes, dependendo de suas necessidades.

Em janeiro de 2013, o BJORL - nascido como Revista Oto-laringologica de São Paulo - completa 80 anos. Nessas oito décadas, quais foram os principais desafios e avanços com relação à produção de artigos científicos?

WA: Acredito, sinceramente, que a Otorrinolaringologia vem crescendo progressivamente, graças à qualidade de suas pesquisas, principalmente pela publicação de seus artigos científicos, produtos das teses desenvolvidas nos cursos de pós-graduação. A nossa revista, hoje Brazilian Journal of Otorrhinolaryngology, aos poucos conquistou um espaço importantíssimo no cenário nacional e internacional. Foi indexada no Lilacs, Scielo e, em 2005, chegou no PubMed Central e Medline. Em junho de 2011 conseguiu, finalmente, sua indexação na Thomson Reuters-ISI, devendo ter seu fator de impacto medido no mês de junho de 2013.

Nesse ano de 2012, trabalhamos tentando ampliar a visibilidade da revista por meio de newsletters, convites a revisores internacionas e com folders do BJORL em congressos brasileiros e internacionais. A partir da última edição de 2012 (78.6), teremos a exibição dos artigos "ahead of print" no site, na Scielo e Pubmed, bem como a atribuição de número DOI a cada artigo publicado.

A ABORL-CCF promoveu o curso de revisão de artigos para BJORL em abril deste ano. Qual o principal objetivo do treinamento? Há previsão de novos encontros como este?

WA: Nossa preocupação tem sido voltada para a boa qualidade dos artigos a serem publicados na revista. Para isso, precisamos de bons revisores fazendo análises criteriosas, ajudando a melhorar os artigos - que apresentam valor científico, e eliminando os que não apresentam resultados originais, falhas metodológicas ou amostragens pequenas. Decidimos investir no melhor preparo dos revisores para tanto. Pretendemos sim dar continuidade a esses encontros, fazendo um por semestre.

De que forma este aprimoramento contribui para o impacto da revista? Qual é a atual visibilidade da publicação?

WA: A importância da boa e rápida revisão de um artigo se traduz na publicação de alta qualidade científica, que vai ser divulgado para toda comunidade nacional e internacional, gerando maior número de citações e, consequentemente, aumentando o fator de impacto da revista. Atualmente, com todas as indexações já citadas, nossa visibilidade é internacional!

Qual foi o apoio da atual gestão nos projetos da ABR e da Comissão do BJORL? Qual a importância desta parceira para o avanço da Rinologia?

WA:
Posso responder com toda a tranquilidade que o apoio foi total e irrestrito. Trabalhando à frente tanto da Academia Brasileira de Rinologia quanto do BJORL, em 2012, tudo foi discutido claramente com a atual diretoria de nossa Associação e sempre tivemos uma pronta e afirmativa resposta de ajuda. Gostaria de deixar os nossos sinceros agradecimentos a todos os membros da atual gestão, na pessoa do presidente Dr. Marcelo Hueb.

 

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