Dr. Fábio Tadeu Moura Lorenzetti

05/06/2012

Como surgiu a ideia de realizar uma Campanha como esta, em nível nacional?

FÁBIO LORENZETTI: A ideia partiu do Dr. Marcelo Hueb, prontamente desenvolvida em algumas conversas com o Sr. Carlos Roberto, funcionário da ABORL-CCF. Depois disto, discutimos este projeto nas reuniões da Diretoria Executiva e do Conselho Administrativo e Fiscal: o apoio foi unânime! Finalmente, fomos a Brasília e também obtivemos o apoio do Ministério da Saúde. Segundo o nosso presidente, a otorrinolaringologia precisava de uma iniciativa unificada e inédita, que obtivesse bastante divulgação da especialidade, levando conhecimento e prevenção à população e aproximando a associação ao público leigo e aos nossos associados em todo o país.

O que o senhor destacaria desta primeira etapa concluída, que já passou por cinco estados?

FL: Em cada etapa podemos destacar fatos positivos. No Rio de Janeiro, berço da otorrinolaringologia brasileira, ocorreu a inauguração da campanha em grande estilo na Quinta da Boa Vista, com grande sucesso de público e grande projeção na mídia nacional. Em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, tivemos simultaneamente a Campanha "Caminhos da ORL" e a Semana da Voz. Em Porto Alegre, o Parque Farroupilha foi sede de um enorme sucesso de público e uma maciça participação de crianças. Em Florianópolis, o Parque dos Coqueiros se mostrou um local muito bonito e tivemos um apoio muito grande dos otorrinolaringologistas da cidade, que não possui serviços de residência. Em Curitiba, novamente tivemos bastante projeção na mídia local, com o cenário muito lindo do Parque Barigui. Até o tempo ajudou, com interrupção de dias de chuva e um ótimo final de semana.
Em todas as cidades por onde passou até o momento, a Campanha foi um sucesso, tanto pelo público quanto pela divulgação da nossa especialidade na mídia. Isto só foi possível pela enorme colaboração dos otorrinolaringologistas de cada cidade, além dos residentes e acadêmicos. O trabalho de todos os funcionários envolvidos, do pessoal da ABORL-CCF e da Sintonia, também deve ser destacado.

Como tem sido a participação das Sociedades Estaduais? Qual a importância deste apoio?

FL: Esta participação é fundamental e tem sido muito positiva. Observamos que as Sociedades Estaduais têm nos apoiado bastante, assim como os colegas das cidades visitadas. A certeza é de que nas cidades visitadas, a Campanha aproximou os otorrinolaringologistas locais em prol de um objetivo único: fortalecer a nossa especialidade.

O número de visitações tem sido cada vez maior, com recorde de quase 16 mil pessoas no evento de Porto Alegre. A que os senhores atribuem este sucesso de público?

FL: O sucesso de público em Porto Alegre pode ser atribuído a uma junção de fatores: o Parque Farroupilha foi um local muito favorável, houve participação de muitas escolas, principalmente na sexta-feira, o clima foi ótimo todos os dias, os otorrinolaringologistas gaúchos apoiaram bastante e a mídia local também ajudou na divulgação.

Qual o ponto mais significativo e gratificante no contato com a população que participa dos eventos?

FL: É muito gratificante ver pessoas de todas as idades, desde crianças pequenas até idosos, procurando conhecer melhor a anatomia e o funcionamento dos órgãos envolvidos com a nossa especialidade. Estas informações poderão ajudar a prevenir algumas doenças e, além disto, esta população saberá que, quando tiver qualquer problema relacionado aos ouvidos, nariz e garganta, deverá procurar um otorrinolaringologista.

A "Caminhos da ORL" tem sido destaque nos principais meios de comunicação nacionais. Qual o retorno para a ABORL-CCF desta grande exposição na mídia?

FL: O retorno foi muito além do que imaginávamos. O custo de todas as 17 cidades da Campanha 2012 já se pagaria somente com a exposição na mídia que tivemos nestas primeiras 5 etapas. O benefício não é apenas para a ABORL-CCF, mas sim para todos os otorrinolaringologistas brasileiros e para a população em geral. A nossa comunidade tem muito a agradecer ao nosso presidente pela idealização, estratégia e desenvolvimento tão céleres de tudo isto, inclusive no preparo e na estilização da unidade móvel, além do apoio da madrinha da campanha Deborah Secco e o apoio do Ministério da Saúde, através do ministro Alexandre Padilha. Nosso agradecimento também aos colegas de Diretoria Executiva e Conselho Administrativo e Fiscal que acreditaram e apoiaram a ideia.

Já existe algum retorno do Ministério da Saúde com relação aos eventos realizados até o momento? Como está o contato com o órgão?

FL: O contato com o ministro da Saúde foi realizado antes do início da Campanha. Pretendemos levar um relatório parcial quando a "Caminhos da ORL" passar por Brasília e outro ao término da Campanha 2012.

Quais são as expectativas para as próximas etapas?

FL: A nossa expectativa é que a Campanha melhore a cada etapa. Como é um projeto novo, procuramos aprender em nosso próprio "caminho". Além disso, ficaremos muito felizes quando a "Caminhos da ORL" passar pelas nossas cidades: Sorocaba (Fábio Lorenzetti), Uberaba (Marcelo Hueb) e Ribeirão Preto (Marcelo Piza).

Haverá alguma mudança? Se sim, qual (is)?

FL: As mudanças são sempre no sentido de melhorar a Campanha. Em cada cidade encontramos alguma maneira de tentar atrair mais público: teatro infantil, palhaços, balões artísticos, beat-box, etc. Além disso, pretendemos iniciar os testes de análise respiratória do sono para mostrar que o Otorrinolaringologista também está muito envolvido com a medicina do sono.

Na opinião dos senhores, qual o legado a "Caminhos da ORL" deixará ao final da ação, em novembro?

FL: Pelo que tudo indica, a Campanha deixará uma contribuição muito positiva para a nossa especialidade, de relevância ímpar. Pretendemos demonstrar ao nosso associado tudo o que foi feito, culminando com a exposição em Recife, por ocasião do nosso Congresso Brasileiro. Desta forma, esperamos que a campanha possa continuar nos anos seguintes, subsidiada pela iniciativa privada ou até pelo Ministério da Saúde.

 

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