Dr. Reginaldo Fujita

19/08/2011

Formado pela Escola Paulista de Medicina em 1984, com residência em 1987, também pela mesma faculdade, o Dr. Reginaldo Fujita fez ainda residência em cirurgia de cabeça e pescoço em 1991, mestrado (1992) e doutorado, pela Escola Paulista, defendendo sua tese em 1996. Atualmente é professor-adjunto da Escola Paulista de Medicina (desde 2005) na especialidade de otorrinopediatria e é o atual diretor-presidente do Comitê de Título de Especialista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, do qual participa desde 1994.


1 - Como e quando começou o exame para Título de Especialista em Otorrinolaringologia?

O Título de Especialista na Otorrinolaringologia sempre existiu, mas com outro formato. O exame era feito nas regionais da sociedade. Havia poucos candidatos, uma vez que o título não tinha tanto valor. Por volta de 1989, o exame foi unificado e aplicado em uma única cidade para que não houvesse discrepância de avaliação. Se a residência fosse feita em instituições reconhecidas pelo MEC, o profissional ficava dispensado de prestar prova para obter o título de especialista. Com o passar do tempo, houve uma valorização do título de especialista pela Sociedade de Especialidade. A prova do Título de Especialista foi unificada na gestão do Dr. Nei Penteado e Dr. Clemente Isnard Ribeiro de Almeida. Devemos muito ao trabalho desses pioneiros.


2 - A quem se destina a prova para Título de Especialista? Quem pode participar? Todos os residentes?

A prova ao Título de Especialista ocorre todo o ano e se destina aos residentes do terceiro ano.


3 - Como é a prova para de Título de Especialista em otorrino? Houve mudanças nos últimos anos?

Depois da unificação da prova de Título de Especialista em uma única cidade, os candidatos prestavam uma prova de testes. Os aprovados nessa fase faziam a prova teórico-prática. Mais tarde, no entanto, na gestão do Dr. Marcos Lessa, houve uma mudança. Independentemente de terem passado na prova teste, os candidatos prestavam a prova teórico-prática. Na gestão atual, foi implantada a prova preparatória para os residentes do primeiro ano (R1) e para os residentes do segundo ano (R2). É a bandeira desta gestão, sugerida também pelos próprios residentes.


4 - Qual o objetivo da prova preparatória para os R1 e R2?

O objetivo é treinar os residentes (R1 e R2) para a prova de Título de Especialista. Haverá uma bonificação para os residentes de primeiro ano (R1) que obtiverem nota acima de 5 e os residentes de segundo ano (R2) que tirarem nota acima de 7. Ganharão 0,2 pontos de bonificação em cada ano na prova de Título de Especialista, ou seja, poderão acumular 0,4 pontos na prova de Título de Especialista.


5 - Haverá penalidade para os que não atingirem média?

A prova não elimina ninguém. A intenção é ajudar o candidato a se preparar melhor para o exame do Título de Especialista. Os candidatos que não obtiverem nota não sofrerão punição. Mas o mais importante dessa prova é obter um histórico de cada aluno. Servirá também para avaliar o ensino de residência médica em Otorrinolaringologia no Brasil.


6 - A prova preparatória para R1 e R2 é semelhante à do título de Especialista?

Não. Mas na prova preparatória tanto os candidatos do R1 como os do R2 farão a mesma prova. Uma prova teórica de 100 questões em três horas.


7 - A prova preparatória para R1 e R2 já está marcada?

Sim. Será no dia 21 de janeiro de 2012 e acontecerá simultaneamente em Brasília, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo (capital), Ribeirão Preto (SP) e Porto Alegre. Mais informações e inscrições estão no site www.aborlccf.org.br, no menu "Título de especialista". A prova para o Título de Especialista também já está marcada para os dias 3 e 4 de março de 2012, na sede da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).


 

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