Dr. Aldo Stamm

10/03/2010

O Presidente do 5º Rhinology 2010, evento que será realizado de 13 a 15 de maio, em São Paulo (SP), fala um pouco sobre os convidados, a grade científica e o que esperar de um dos mais importantes eventos da Rinologia mundial.

 Essa é a 5ª edição e aniversário de 10 anos do Rhinology. O que teremos de novo em relação às edições anteriores?
Dr. Aldo Stamm: O evento deste ano mostrará a evolução da Rinologia, para onde caminha a especialidade. No caso do Rhinology 2010, o evento está se dividindo em 3 setores gerais: 1) cirurgia transnasal da base de crânio e cérebro; 2) rinologia "convencional", que inclui todas doenças nasossinusais e seus tratamentos clínicos e cirúrgicos , alergia e imunologia , modernos métodos diagnósticos e mais recentemente o desenvolvimento da área relacionada com ronco e apneia do sono e 3) plástica facial associada à Rinologia, também extremamente importante em nossa especialidade.


Consideramos como pontos em destaque do Rhinology 2010 as áreas de fronteiras da Rinologia, onde outras especialidades também estão envolvidas. O nariz e seios paranasais estão localizados em uma região muito especial, fazendo limites com outras estruturas anatômicas, tais como, órbita, base do crânio, face e região cervical. Portanto, muitas especialidades como oftalmologia, neurocirurgia, cirurgia plástica, cirurgia de cabeça e pescoço e alergologia dentre outras estão envolvidas. O principal objetivo desse evento é exatamente expandir a Rinologia para as áreas de fronteiras, por isso o nome "Frontiers of Rhinology".

 Desde a primeira edição essa deve ser a mais completa por causa da entrada de outras especialidades. Como você explica essa grande mudança em relação à primeira, há dez anos?
AS: Como falei, foi um processo evolutivo. O Rhinology começou há exatamente 10 anos, quando a Rinologia mais avançada, digamos assim, estava se iniciando. Durante esta fase, observamos que a interatividade com outras especialidades se tornou cada vez maior, e foi exatamente isso o que aconteceu. Esse foi o grande motivo pelo qual convidamos outras especialidades para participar do Rhinology 2010.


Ou seja, a doença em si não é restrita a um especialista, mas sim a um grupo de profissionais ou uma equipe multidisciplinar.

 Temos percebido em diversas especialidades da ORL, não só da Rinologia, que o otorrino está tendo o auxílio de outras especialidades. Você acha que isso é uma tendência, que será normal daqui pra frente?
AS: Acredito que sim. Existe uma série de atividades na Medicina que são impossíveis de ser tratadas por um único especialista. Um grande exemplo disso são as lesões na base do crânio: uma parte das lesões está no nariz e seios paranasais, e muitas vezes envolve a órbita, outras a glândula hipófise, base do crânio etc. Na Rinologia tida como "convencional", habitualmente um único especialista realiza as intervenções cirúrgicas tais como septoplastia, cirurgia das conchas nasais, etc. Por outro lado, lesões que ultrapassam os limites anatômicos do nariz e seios paranasais podem requerer o auxílio de outras especialidades.

Mas o mais importante é que tudo isso abre um novo campo para o otorrinolaringologista, especialmente para o rinologista. Nós, rinologistas, temos uma grande vantagem, porque estamos anatomicamente localizados no meio do caminho. Pela posição topográfica que a Rinologia encontra-se, temos um "pedágio" de passagem para as outras especialidades. Acho que a grande vantagem da Rinologia é estar numa área do corpo humano em que as fronteiras são evidentes e bem notadas.

 Nesse Rhinology teremos convidados de mais de 26 países, o que comprova a importância desse evento. Quais nomes você destacaria entre os convidados?
AS: Evidentemente que todos os convidados são importantes, tanto internacionais como nacionais. Em relação aos nomes, temos vários conhecidos da Rinologia brasileira, dentre eles o professor Wolfgang Draf, da Alemanha, o professor David Kennedy, dos EUA, Prof. Peter John Wormald, da Austrália , Prof. Paolo Castelnuovo da Itália apenas para citar alguns rinologistas. A lista de convidados que pode ser observada no site www.rhinology2010.com mostra o alto nível dos convidados. Na neurocirurgia, por exemplo, temos o professor Paolo Cappabianca, da Itália e o professor Amim Kassam, dos EUA.

Na parte de cirurgia plástica temos nomes importantes como o Dr. Ira Papel e o Dr. Eugene Tardy, ambos dos EUA, que são nomes extremamente conhecidos mundialmente.
No Rhinology 2010 procuramos destacar e trazer gente de várias partes do mundo para mostrar as diferentes opiniões, ou seja, teremos representados aqui os cinco continentes do planeta. Isso é muito interessante, porque estamos em uma fase bem avançada e precisamos sempre progredir, e isso será muito importante para todos nós.

 Na edição de 2008 tivemos mais de 1500 participantes. Você acha que o Rhinology deste ano pode superar esse número?
AS: Esperamos uma participação em torno dessa mesma frequência. Em dois anos houve um pequeno aumento da população de otorrinos, mas não um aumento tão significativo para termos uma mudança radical. Acredito que este ano tenhamos um pouco mais de neurocirurgiões, porque existe um programa voltado para interrelação entre eles e o otorrino. Espero, também, que as pessoas interessadas na plástica facial participem mais, porque este ano temos um programa mais abrangente e atrativo que em outras edições.

 Qual a sensação para você, como presidente, ver o Rhinology chegar a sua quinta edição e com esse grande sucesso?
AS: É uma sensação muito interessante porque quando começamos essa proposta, em 2000, foi um evento como outro qualquer, que começa com a expectativa de que pode dar certo ou não. Uma vez que o primeiro foi um grande sucesso, em que tivemos mais de 1000 participantes, isso nos fez ter coragem para crescer e evoluir cada vez mais. Na época, começamos com poucos convidados, devido à apreensão de um primeiro grande evento, e no momento que as coisas começam a evoluir bem, tudo fica mais fácil.
Hoje em dia o Rhinology é um evento tradicional em que convidamos as pessoas, mas que elas também se convidam, elas fazem questão de participar por considerar um evento de alto nível cientifico. O Rhinology faz parte do calendário dos maiores eventos mundiais da Rinologia. Isso é muito bom para o Brasil, para a Rinologia brasileira, para a nossa ABORL-CCF e evidentemente para todos nós.


 Para finalizar, o que essa edição vai ter que merece a presença obrigatória dos otorrinos brasileiros?
AS: Para os otorrinos brasileiros é uma oportunidade ímpar, porque temos o Rhinology a cada dois anos. Por isso, acho que o otorrino brasileiro não pode perder essa chance, especialmente aquele que está em formação, pois em dois anos a Medicina muda muito. O Rhinology 2010 será realizado no WTC-Sheraton São Paulo, local que oferece excelentes condições para congressos, cercado por inúmeros hotéis na mesma região. Então, juntando qualidade, custo baixo e ótima apresentação, torna o evento extremamente atrativo.

 

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