Dr. Geraldo P. Jotz

13/11/2009

- A qual base de dados a revista Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia se indexou?
Geraldo P. Jotz: A Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia, após ter sido indexada pelo LILACS - LILACS EXPRESS (Literatura Latino- Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), pelo LATINDEX (Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal), pelo DOAJ (Diretory of Open Access Journals- Suécia), teve o reconhecimento da SciELO (Scientific Electronic Library Online) Brasil. A revista foi submetida a cinco avaliações antes de ser aceita.
 
- Qual importância disso para a ORL brasileira?
GJ: A ORL Brasileira só tinha uma revista indexada a esta base de dados, que é a Revista da ABORL-CCF. A indexação da nossa revista a SciELO abre caminho para que mais trabalhos possam ser publicados em nossa revista, tanto do Brasil como do exterior. Ela passa a ter valorização maior, a nível Nacional, pelos órgãos de fomento a pesquisa, e, a nível Internacional, pela visibilidade. O Brasil é um país continental, carecendo de revistas para publicação de artigos na nossa área de atuação. Para se ter uma idéia, os Estados Unidos tem pelo menos oito revistas na área Otorrinolaringológica com visibilidade Internacional.
 
- Qual a diferença dessa revista para a Brazilian Journal of Otorhinolaryngology? Qual a periodicidade e o número de assinantes dela?
GJ: Na realidade, a Brazilian Journal por ser mais antiga (há 75 anos no ar, desde o seu inicio), tem outros indexadores (Medline e Excerpta Médica) que a qualificam e dão destaques aos artigos nela publicados, sendo esses também almejados pela Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia, que tem hoje apenas 13 anos desde a sua criação. Ambas Revistas não concorrem entre si, mas sim se somam em valores pela produção científica nacional e Internacional nelas publicadas.  A periodicidade da Arquivos é trimestral e o número de assinantes é de aproximadamente 1500.
 
- Como editor, quais foram os caminhos percorridos até a indexação?
GJ: Os esforços dos editores que nos antecederam (Priscila Bogar Rapoport, Tanit Ganz Sanchez e Marcelo Miguel Hueb), dos revisores, do pessoal de apoio da Fundação Otorrinolaringologia, da GN1 - Genesis Network que mantêm a revista no formato eletrônico, da Editora e Gráfica HMáxima,  e por fim, da própria Diretoria passada e atual da Fundação Otorrinolaringologia, moldaram este constante progresso. O que nos coube fazer foi dar seguimento ao sonho que se  iniciou em 1997, quando o Prof. Ricardo Ferreira Bento e o Dr. Claudio Lazarini tinham, como pretensão inicial, fazer a primeira Revista de Otorrinolaringologia Eletrônica do Mundo, sendo essa mais uma fonte informativa e de atualização. Com o tempo, foi se derivando para uma revista científica, chegando ao atual estágio. A transição do modelo de publicação científica na área médica, baseada no formato eletrônico, para o papel, bem como a manutenção de ambos, impõe uma série de desafios, sendo eles de ordem econômica, científica, política, técnica e administrativa, exigindo, necessariamente, uma revisão do nosso processo de publicação acadêmica, bem como das próximas metas a serem cumpridas.
 
 
 
 
 
 

 

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